Enviar o pedido ao laboratório sem valores significa mandar a ordem de serviço com todos os dados técnicos (receita, medidas, lente, armação) e sem os preços cobrados do cliente. No sistema Agilize, isso pode ser feito de duas formas: pela via 1 da folha de três vias, que já não leva preço, ou pelo PDF sem valores, que reproduz a mesma OS sem preços e baixa com o sufixo “-sem-valores” no nome do arquivo.
O laboratório precisa saber o que fazer, não quanto a ótica cobrou. Quando o pedido chega com o valor da venda, a loja expõe a própria margem a um fornecedor, abre espaço para comparações desconfortáveis e, em alguns casos, para negociações que não deveriam acontecer. Separar o técnico do comercial é uma prática simples que protege o negócio.
Resumo rápido
- O laboratório precisa da receita, das medidas e da especificação da lente; o preço não ajuda a fazer os óculos.
- A via do laboratório (via 1) da folha de três vias não leva valor total, forma de pagamento nem vendedor.
- O PDF sem valores é a mesma OS, sem preços, para mandar quando a loja preferir um arquivo.
- O arquivo baixa com o sufixo “-sem-valores”, o que evita enviar a versão errada.
- A folha de três vias baixa com o sufixo “-3-vias”.
Por que não mostrar o preço ao laboratório
Existem pelo menos quatro bons motivos para manter o valor fora do pedido ao laboratório:
- Margem protegida: o laboratório não precisa saber quanto a ótica ganha em cada par.
- Negociação equilibrada: o fornecedor negocia pelo próprio custo, não pelo preço final.
- Foco técnico: um pedido sem informação comercial é mais fácil de ler na bancada.
- Privacidade do cliente: quanto pagou e como pagou são informações da relação entre cliente e loja.
A margem é o que sustenta a loja. Para formar preços com segurança, veja como precificar óculos.
Duas formas de enviar sem valores
| Opção | Como funciona | Quando usar |
|---|---|---|
| — | — | — |
| Via 1 da folha de três vias | A via azul, do laboratório, não leva valor total, pagamento nem vendedor | Quando as lentes vão fisicamente com o papel |
| PDF sem valores | A OS inteira, sem preços, em um arquivo que baixa com o sufixo “-sem-valores” | Quando a loja prefere mandar um arquivo ou não usa o modelo de três vias |
| PDF de página inteira | A OS genérica, em uma via, para quem não usa o modelo de ótica | Uso interno; contém valores |
A regra prática é: se o papel segue com as lentes, use a via azul. Se a comunicação com o laboratório é por arquivo, use o PDF sem valores.

Como funciona a regra do Valor total
No modelo de ótica, o valor total só aparece na via em que o campo Valor total estiver marcado. No modelo novo, ele está marcado para a via da ótica e para o comprovante do cliente. A via do laboratório não leva preço. Esse desenho foi pensado justamente para que o preço não vaze para o laboratório por engano, mesmo quando o atendente está com pressa.
Se a loja quiser mudar essa configuração, pode ajustar o modelo, já que cada campo pode ser direcionado para as vias desejadas. Mas o recomendado é manter a via do laboratório sem valores. Saiba mais em como personalizar a OS de ótica.
Passo a passo para gerar o PDF sem valores
- Abra a ordem de serviço já preenchida com receita, medidas e lente.
- Escolha a opção de PDF sem valores.
- Confira no nome do arquivo o sufixo “-sem-valores”.
- Abra o PDF e confira se a receita e as medidas estão completas.
- Envie ao laboratório pelo canal que a ótica já usa com o parceiro.
- Registre na OS a etapa em que o pedido está, para acompanhar o prazo.
Vale reforçar: o sistema gera o arquivo, mas não envia automaticamente ao laboratório nem por e-mail. O envio é feito pela loja, do jeito combinado com cada parceiro.

O que o laboratório precisa receber
Ao tirar os valores, não tire informação técnica. O pedido ao laboratório deve ter:
- Código da OS, data de emissão e nome da ótica.
- Cliente, médico ou optometrista e data da receita.
- Previsão de entrega e laboratório escolhido.
- Receita em OD e OE: esférico, cilíndrico, eixo, DNP e adição.
- Medidas da armação: tipo, ponte, aro horizontal, diagonal maior, altura vertical e altura pupilar.
- Lente: tipo, material, tratamento, marca, modelo e cor.
- Checklist de cuidados, quando houver.
Para entender o que cada medida significa e por que ela importa, veja controle de laboratório óptico e ordem de serviço para ótica.
Cuidados com arquivos e versões
O maior risco de expor preço não está no sistema, e sim no envio manual de arquivos. Um atendente baixa o PDF completo, anexa na conversa errada e o valor chega ao laboratório. Algumas práticas reduzem esse risco:
- Padronize que, para laboratório, só vai arquivo com “-sem-valores” no nome.
- Não guarde PDFs de OS em pastas compartilhadas com o laboratório.
- Treine novos colaboradores mostrando a diferença entre os arquivos.
- Use a via azul impressa sempre que as lentes forem fisicamente junto.
Quando o laboratório pede o valor
Às vezes o laboratório pergunta o preço por motivos legítimos, como calcular um seguro de transporte ou entender uma reclamação de garantia. Nesses casos, a conversa deve ser feita entre os responsáveis, com o dado que for necessário, e não pela inclusão do preço em todos os pedidos. Manter a regra “pedido técnico sem valores” e tratar exceções individualmente é mais seguro do que abrir o preço de toda a operação.
Sem valores também para a bancada interna
A mesma lógica vale para óticas que têm montagem própria. O montador não precisa saber o preço de cada par para fazer um bom trabalho, e um papel sem valores circula com mais tranquilidade pela bancada. A via azul ou o PDF sem valores podem servir como ficha de trabalho interna, mantendo o preço apenas na via da ótica e no comprovante do cliente.
Exemplo do dia a dia
Uma cliente compra óculos com lente multifocal de alto índice e tratamento antirreflexo. O vendedor fecha a venda no PDV, abre a OS a partir dela e completa receita, medidas e lente. Como o laboratório parceiro recebe os pedidos por arquivo, o atendente gera o PDF sem valores, confere o sufixo no nome e envia. O laboratório vê tudo o que precisa para produzir a lente e montar na armação, mas não vê quanto a cliente pagou nem como parcelou. A via da ótica, com o valor total, fica no arquivo da loja, e a cliente leva o comprovante verde com a previsão e o valor.
No fim do mês, a ótica negocia com o laboratório com base no volume de pedidos e no custo de cada lente, sem que o fornecedor conheça a margem praticada no balcão. É assim que a separação entre técnico e comercial protege a loja no longo prazo.
Perguntas frequentes sobre pedido ao laboratório sem valores
O que é o PDF sem valores da OS?
É a mesma ordem de serviço, com todos os dados técnicos e sem os preços. O arquivo baixa com o sufixo “-sem-valores” no nome.
A via do laboratório já sai sem preço?
Sim. No modelo de ótica, a via 1 não leva valor total, forma de pagamento nem vendedor.
O sistema envia o pedido ao laboratório?
Não. O sistema gera a via impressa e o PDF sem valores. O envio ao laboratório é feito pela loja, pelo canal que ela já usa.
Posso mostrar o preço na via do laboratório se eu quiser?
A loja pode escolher em qual via cada campo aparece no modelo, mas o recomendado é manter a via do laboratório sem valores.
Qual a diferença entre o PDF sem valores e o PDF de página inteira?
O PDF de página inteira é a OS genérica em uma via, com valores, para quem não usa o modelo de ótica. O PDF sem valores remove os preços.
Como evitar mandar o arquivo errado?
Padronize que para o laboratório só vai o arquivo com “-sem-valores” no nome e use a via azul impressa quando as lentes forem junto.
Conclusão
Enviar o pedido ao laboratório sem valores é uma decisão simples que protege a margem da ótica, foca o laboratório no trabalho técnico e preserva a relação com o cliente. Com a via azul e o PDF sem valores saindo da mesma OS, a loja não precisa apagar preço à mão nem refazer o documento: escolhe a impressão certa para cada destino.
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