A via do laboratório é a parte da ordem de serviço que segue junto com as lentes até a bancada. Ela precisa ter tudo o que o técnico usa para fazer os óculos (cliente, médico, data da receita, laboratório, previsão, tabela OD e OE, medidas da armação e dados da lente) e nada que ele não precisa, como o preço cobrado do cliente. No sistema Agilize, ela é a via 1 da OS de ótica, impressa em azul, com linha de assinatura do responsável.
Quando um par de óculos volta errado do laboratório, quase sempre a origem está em um papel: um eixo mal escrito, uma DNP anotada no lugar da altura, um tratamento esquecido. Por isso, a via do laboratório merece atenção especial. Ela é a “instrução de trabalho” do pedido, e quanto mais clara e padronizada, menos refação a ótica terá.
Resumo rápido
- A via do laboratório é a via 1 da folha de três vias, na cor azul.
- Traz a orientação “Enviar ao laboratório junto com as lentes”.
- Leva cliente e médico, data da receita, previsão de entrega e laboratório.
- Inclui a prescrição (esférico, cilíndrico, eixo, DNP, adição) para OD e OE.
- Inclui medidas da armação e dados da lente: tipo, material, tratamento, marca, modelo e cor.
- Mostra o checklist marcado para o PDF, para orientar a bancada.
- Não leva preço, forma de pagamento nem vendedor.
Por que a via do laboratório é tão importante
O laboratório não conversa com o cliente. Ele só conhece o pedido pelo que está escrito no papel que chega com as lentes. Se a informação estiver incompleta, o técnico precisa ligar para a ótica, o que atrasa o pedido, ou decide por conta própria, o que aumenta o risco de erro. Uma via bem estruturada responde às perguntas da bancada antes que elas apareçam.
Ela também protege a relação comercial. Muitas óticas não querem que o laboratório saiba quanto o cliente pagou pelos óculos. Quando a via é gerada pelo sistema, o preço simplesmente não é impresso nela.
O que a via do laboratório contém
| Bloco | Campos | Para que serve na bancada |
|---|---|---|
| — | — | — |
| Cliente e médico | Cliente, médico ou optometrista, data da receita, previsão de entrega, laboratório | Identificar o pedido e o prazo |
| Prescrição | Esférico, cilíndrico, eixo, DNP e adição, em OD e OE | Surfaçar e montar a lente certa |
| Medidas da armação | Tipo de armação, ponte, aro horizontal, diagonal maior, altura vertical, altura pupilar | Centralizar e cortar a lente no aro |
| Lente e armação | Tipo de lente, material, tratamento, marca, modelo, cor ou tamanho | Usar o produto vendido |
| Checklist | Itens marcados para o PDF | Lembrar cuidados de bancada |
| Rodapé | Assinatura do responsável | Registrar quem assumiu o pedido |
A tabela de prescrição usa as linhas OD (olho direito, em azul) e OE (olho esquerdo, em verde), o que facilita a leitura rápida. Se você treina vendedores novos, o artigo como ler receita de óculos ajuda a entender cada coluna.

O que fica fora da via do laboratório
Tão importante quanto o que entra é o que fica de fora. No modelo de ótica, a via 1 não traz:
- Valor total: o preço só aparece nas vias em que o campo Valor total está marcado.
- Forma de pagamento: é um dado comercial, útil para a loja e para o cliente.
- Vendedor: fica na via da ótica, para controle interno e comissão.
Essa separação evita que o laboratório veja quanto a ótica cobra e mantém a via focada no trabalho técnico. Se em alguma situação a loja preferir mandar uma versão em PDF, há também o PDF sem valores, que reproduz a OS inteira sem preços.
Assinatura do responsável: para que serve
O rodapé da via do laboratório tem uma linha de assinatura do responsável. Ela pode ser usada de formas diferentes, conforme o combinado entre ótica e laboratório: quem conferiu o pedido antes do envio, quem recebeu as lentes no laboratório ou quem liberou o trabalho na bancada. O importante é que exista um nome associado ao pedido, para que, em caso de dúvida, alguém saiba responder.
Como preencher bem a via do laboratório
- Abra a OS a partir da venda, para trazer cliente e itens sem redigitar.
- Informe o médico ou optometrista e a data da receita.
- Escolha o laboratório e defina a previsão de entrega realista.
- Preencha a prescrição de OD e OE com atenção ao sinal e ao eixo.
- Registre a DNP e a altura pupilar nos campos próprios, sem misturar.
- Informe o tipo de armação e as medidas: ponte, aro, diagonal e altura vertical.
- Complete os dados da lente: tipo, material, tratamento, marca, modelo e cor.
- Marque no checklist os cuidados que a bancada precisa ver.
- Imprima e confira a via azul antes de colocar no envelope.

Boas práticas com o laboratório parceiro
A via padronizada funciona melhor quando o laboratório sabe o que esperar. Algumas combinações simples ajudam:
- Apresente o modelo da via ao laboratório e explique cada bloco.
- Combine que pedidos sem a via azul não entram na bancada.
- Defina como o laboratório devolve a informação de atraso ou falta de lente.
- Use sempre o código da OS em qualquer contato sobre o pedido.
- Registre no sistema a etapa do pedido, para saber o que está no laboratório.
Para acompanhar prazos, refações e atrasos de forma mais ampla, veja controle de laboratório óptico. E se a sua ótica faz a montagem na própria loja, a lógica é a mesma: a via azul vira a ficha da bancada interna.
Exemplo prático de via do laboratório bem preenchida
Imagine uma cliente que comprou óculos com lente multifocal, antirreflexo, em armação de acetato. Na via azul, o técnico encontra o nome da cliente, a médica que assinou a receita e a data, o laboratório escolhido e a previsão combinada. Logo abaixo, a tabela de OD e OE com esférico, cilíndrico, eixo, DNP e adição. Em seguida, o bloco de medidas com tipo de armação Acetato, ponte, aro horizontal, diagonal maior, altura vertical e altura pupilar. Por fim, o bloco de lente com tipo, material, tratamento, marca, modelo e cor. Se a loja marcou no checklist algo como “conferir centragem” ou “armação com risco na haste”, isso também aparece.
Com essa via em mãos, o técnico não precisa adivinhar nada. E, se tiver dúvida, liga para a ótica informando o código da OS, que está no topo da via, e o atendente encontra o pedido no sistema em segundos.
O que o sistema não faz (e como contornar)
É importante ser transparente: a via do laboratório é impressa pela ótica e segue fisicamente com as lentes. O sistema não envia a via automaticamente ao laboratório, não tem portal para o laboratório acompanhar o pedido e não se integra a máquinas de surfaçagem. Quando a loja precisar mandar o pedido por mensagem, pode gerar o PDF sem valores e enviá-lo pelo canal que já usa com o parceiro.
Perguntas frequentes sobre a via do laboratório
O que é a via do laboratório?
É a via 1 da ordem de serviço de ótica, impressa em azul, que segue junto com as lentes para o laboratório. Ela traz receita, medidas da armação, dados da lente e checklist.
A via do laboratório mostra o preço dos óculos?
Não. O valor total, a forma de pagamento e o vendedor não entram na via do laboratório no modelo de ótica.
Quais colunas da receita aparecem na via?
As colunas padrão são esférico, cilíndrico, eixo, DNP e adição, nas linhas OD (olho direito) e OE (olho esquerdo).
Para que serve a assinatura no rodapé?
Para registrar o responsável pelo pedido, como quem conferiu antes do envio ou quem recebeu no laboratório, conforme o combinado entre as partes.
Posso enviar a via por WhatsApp para o laboratório?
O sistema não envia a via automaticamente. A loja pode gerar o PDF sem valores da OS e enviar pelo canal que já usa com o laboratório.
A via do laboratório serve para quem monta na própria ótica?
Sim. Se a montagem é feita na loja, a via azul funciona como ficha de bancada, com receita, medidas e lente no mesmo papel.
Conclusão
A via do laboratório é a ponte entre o balcão e a bancada. Quando ela sai do sistema com receita, medidas, lente e checklist, e sem o preço do cliente, o laboratório trabalha com menos dúvida e a ótica recebe os óculos certos com mais frequência. Padronizar essa via é uma das formas mais simples de reduzir refação e atraso.
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